IMBAU FM
IMBAU/PR
Min.
Máx.
'Elis Regina cantava com alma', diz Gracinha Horta, artista mineira que se inspirou na 'Pimentinha'
12/01/2019

Gracinha teve carreira e sucesso em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro nas décadas de 60, 70 e 80; a cantora ainda pensa em retomar a rotina musical. Cantora Gracinha Horta Divulgação/Cristiano Quintino “Ela cantava pra cima, pra fora, com alma, com interpretação”. Assim a cantora mineira Gracinha Horta descreveu Elis Regina. No início de sua longa carreira, Gracinha se inspirou na artista homenageada, nesta semana, na minissérie da TV Globo “Elis – Viver é melhor que sonhar”. A cantora mineira assistiu ao primeiro capítulo da série com saudade de sua própria caminhada. Quando começou a carreira, em Belo Horizonte, começou a ouvir Elis Regina e não conseguiu não se deixar influenciar. “Comecei a ouvir e comecei a sofrer a influência. Aquela coisa de cantar igual. E aí eu ganhei público mesmo”, disse. Elis Regina Wallpaper do site oficial da cantora Gracinha Horta nasceu no distrito de Carneirinhos, na cidade de João Monlevade, Região Central de Minas Gerais, em 1949. Logo na infância, já no distrito de Major Ezequiel, em Alvinópolis, acompanhava as primas e cantava nas missas da igreja em latim. Cheia de coragem e de sonho, chegou em Belo Horizonte com 15 anos. Em uma rádio da época, cantou uma música italiana com todo seu talento e conquistou os músicos em um programa de calouros. Daí pra frente, a carreira avançou a passos largos, cantando em bailes de Belo Horizonte com o conjunto mais popular da década de 60. Criou a própria banda – “Minas Som” – “concorridíssima”, explicou. Gracinha Horta quando apresentou programa na extinta TV Itacolomi, em Belo Horizonte Gracinha Horta/Arquivo pessoal Gracinha apresentou ainda um programa na extinta TV Itacolomi. Entre os colegas de programas estavam Fernando Sasso, Célio Balona e Amir Francisco. “Meu programa era muito bom! A gente arrasava. Tinha fã na porta da TV”, sem falsa modéstia, lembrou rindo do período. Em 1971, desembarcou no Rio de Janeiro a procura do que todo artista queria ao chegar na Cidade Maravilhosa: mostrar sua arte. Neste ano, Elis Regina já era um fenômeno internacional. E neste mesmo ano, Elis lançou o álbum “Ela”, que trazia, entre vários sucessos, “Madalena”, música de Ivan Lins. Gracinha se casou com o baixista Paulinho Horta, músico já respeitado em Minas e irmão mais velho de Toninho Horta, um dos compositores e músicos mais importantes do cenário mineiro. Adotou o Horta como sobrenome e fez uma dupla de sucesso com o marido, além dos músicos que os acompanhavam. No Rio, onde morou até 1982, cantou nas casas de shows mais importante da cidade. Gracinha Horta cantando com Cauby Peixoto, em 1970, no Rio de Janeiro Gracinha Horta/Arquivo pessoal Foi amiga de Alcione e cantou nos mesmos lugares dos então jovens Djavan e Emílio Santiago, que estavam ainda na batalha pelo sucesso. Ainda dividiu o palco com vários artistas conhecidos nacional e internacionalmente, como Cauby Peixoto. “Eu me sinto abençoada por Deus. Eu podia escolher o lugar que eu ia cantar. Sempre fiz de tudo para conviver bem com todo mundo”, disse. As três filhas – Polyana, Perla e Paula – chegaram e a vida pediu mais tranquilidade. A família, então, decidiu voltar a Belo Horizonte, onde as meninas seriam criadas perto da família. De volta à capital mineira, Gracinha não parou. Cantou em bares e festa até depois dos 60 anos. Gracinha Horta, em Belo Horizonte Gracinha Horta/Arquivo pessoal Em uma ocasião, Elis, já casada com César Camargo Mariano, fez um show em Belo Horizonte e todos os músicos foram terminar a noite no restaurante onde Gracinha estava cantando. “Quando eu olhei assim, ela estava na janela com o César [Camargo]. Eu não sei nem o que eu senti naquela hora. Quando acabei de cantar, ela bateu palma pra mim”, contou sem acreditar, até hoje, que as palmas poderiam ser sinceras. “Tive a honra de jantar ao lado de Elis Regina”, acrescentou à passagem. Os vizinhos, que sempre a ouviram, a apelidaram de Elis Regina mineira, pela semelhança com a Pimentinha. Com a minissérie, um deles chegou a dizer a ela que estava com saudade de ouvi-la cantar. Gracinha, que completou 70 anos na última quarta-feira (9), parou sua carreira há uns cinco anos, para cuidar dos netos. Mas ainda pensa em retomar a carreira. “Tem tanta gente aí com a minha idade e ainda cantando, né? Tenho vontade de voltar”, confessou. Andréia Horta interpretou Elis Regina em cinebiografia Reprodução
Fonte: G1
21:00 as 21:00
Publicidade
Peça a sua música!
Envie seu Pedido Musical preenchendo todos os dados abaixo:
Atendimento
Av Alzemira B de Oliveira - IMBAU/PR
Ligue agora
(42) 3278-2207
Horário de atendimento
08:00 AS 18:00 HS